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Movimento Negro busca um lugar melhor ao sol

             
A véspera do dia de celebração da Consciência Negra a reflexão enquanto cidadão negro é inevitável. Curtindo um sol na Praia do Bairro Caiçara em Praia Grande não há como deixar de observar as figuras tão tradicionais à beira da praia que são os vendedores ambulantes de toda sorte de comestíveis e acessórios. Tem o vendedor de óculos de sol, o de queijo coalho, de acessórios de praia com seus enormes carrinhos, o tradicional camarão no espeto, sem contar os também tradicionais carrinhos de fast food. Houve também a época dos vendedores de pau de self que foram substituídos pelos de caixinhas de som.
             Mais o que tudo isso tem a ver com o Dia da Consciência Negra? A maioria das pessoas que atuam nas funções citadas são de ascendência africana e buscam no dia a dia e principalmente nos finais de semana a sua sobrevivência. Passados décadas da abolição da escravatura, criação das cotas no serviço público e nas universidades públicas, notamos que ainda há um grande abismo separando os negros das outras etnias. Se no mercado de trabalho formal os negros possuem uma baixa porcentagem de participação, é alta a presença entre moradores de rua. A busca pela qualidade de vida continua sendo a principal bandeira da comunidade negra e a sua seguida escalada na pirâmide social.

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